Arquitectura: Arquitectos portugueses em exposição em Londres...
"Overlappings: Six Portuguese Architecture Studios" foi esta semana inaugurada no Royal Institute of British Architects, em Londres.
Generosidade é - por inesperado que pareça - a palavra que mais sobressai do texto de apresentação que o professor e crítico de arquitectura britânico Jonathan Sergison escreve para a exposição "Overlappings: Six Portuguese Architecture Studios", esta semana inaugurada no Royal Institute of British Architects, em Londres.
São seis ateliers de jovens arquitectos portugueses - Aires Mateus, Ricardo Bak Gordon, Inês Lobo, João Favila, Paulo David e Ricardo Carvalho+Joana Vilhena - que mostram os seus trabalhos durante um mês na capital britânica (a exposição termina a 2 de Julho). Para Sergison, é um conjunto que "revela uma capacidade para ser generoso enquanto arquitecto, para colaborar e partilhar ideias". E isto, continua, é, "até certo ponto, o resultado de uma cultura particular de arquitectura".
O que parece fascinar Sergison e constituir uma especificidade portuguesa é (também) esta disponibilidade da nova geração de arquitectos portugueses para conhecerem o trabalho uns dos outros, partilharem ideias, apoiarem-se - é isso que permite o "overlapping" que dá o título à exposição. Ele vê nisso uma "forma preciosa de generosidade que é rara e especial".
Razão pela qual, antes de falar de arquitectura, o texto de apresentação fala da ausência de máquinas de café nos ateliers e do (bom) hábito de as pessoas irem até ao café da esquina, o que "permite encontros inevitáveis com amigos e contemporâneos". Sergison admite que isto possa parecer "um pormenor pitoresco", mas para ele ajuda a explicar porque é que uma exposição de grupo como esta é possível. Além disso, nota também o facto de "todos estes projectos serem excepcionalmente bem construídos", o que acredita ser consequência "dos elevados níveis de exigência da indústria da construção em Portugal".
Os trabalhos dos seis ateliers - que incluem muitas casas, mas também museus, hotéis e a modernização de uma escola - são apresentados dentro de arcas, que ficam a 48 centímetros do chão, e cujo interior foi aproveitado por cada equipa de arquitectos da forma que mais lhes interessou para mostrar o respectivo trabalho.


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